Ela e o pai têm uma brincadeira onde, o pai se põe de gatas e ela salta para as costas dele. Ele vai andando pela casa, enquanto ela delira e dá gritos de alegria.
Eu vou ter com eles e pergunto:
- "Filha, o pai é o teu cavalo?"
- "Nãoooooo.... É cão Jé" - responde muito rapidamente.
Uma vez que o pai se chama "Zé"......
domingo, 27 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
23 meses
E agora começou a verdadeira contagem decrescente!
Tinha um post preparado para hoje mas estou a sentir-me mesmo mal, com dores no corpo e de cabeça! Vou para "caselas" descansar.
Aproveito e desejo-vos já um óptimo fim-de-semana porque a semana acaba hoje por estes lados. Amanhã é feriado...
Beijinhos
Ália
* Avô, mais um mês sem ti. Estás no meu coração para todo sempre.
Tinha um post preparado para hoje mas estou a sentir-me mesmo mal, com dores no corpo e de cabeça! Vou para "caselas" descansar.
Aproveito e desejo-vos já um óptimo fim-de-semana porque a semana acaba hoje por estes lados. Amanhã é feriado...
Beijinhos
Ália
* Avô, mais um mês sem ti. Estás no meu coração para todo sempre.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Se soubesse o que sei hoje...
... compraria úm termómetro digital por infravermelhos, como o que está na fotografia,

É que a minha filhota estava um 'cadito quente quando cheguei a casa à hora do almoço e resolvi tirar-lhe a temperatura colocando o termómetro digital debaixo do braço (por via anal ou dentro da boca, é para esquecer). E não é que a Sofia começa: "Não mãe, dói". E eu a pôr o termómetro debaixo do meu braço para lhe mostar que não doía. Bem, um filme e só consegui muito tempo depois e com a ajuda do pai! Mas, graças a Deus não era nada!
Mas fica aqui o conselho, comprem. É cara, mas vale à pena.
Beijinhos

É que a minha filhota estava um 'cadito quente quando cheguei a casa à hora do almoço e resolvi tirar-lhe a temperatura colocando o termómetro digital debaixo do braço (por via anal ou dentro da boca, é para esquecer). E não é que a Sofia começa: "Não mãe, dói". E eu a pôr o termómetro debaixo do meu braço para lhe mostar que não doía. Bem, um filme e só consegui muito tempo depois e com a ajuda do pai! Mas, graças a Deus não era nada!
Mas fica aqui o conselho, comprem. É cara, mas vale à pena.
Beijinhos
Canal Panda...
Então, estava a fazer o registo da fotografia da minha bonequita para passar no dia do seu aniversário no Canal Panda e recebo uma mensagem a dizer que já não pode ser porque já estão cheios para o dia 24/10?!
Buáááááááááá.
E ela que gosta tantooooooooooo do parabéns do Panda!
:-(
Buáááááááááá.
E ela que gosta tantooooooooooo do parabéns do Panda!
:-(
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
E como por estas bandas o calor está a chegar...
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
17 de Setembro de 2007
Há dois anos atrás, estava grávida de 32 semanas e 3 dias, e fui internada pois estava em risco de entrar em trabalho de parto prematuro!
Por estas bandas, é habitual as pessoas que tenham uma situação financeira razoável ir ao médico na cidade de Nelspruit, na vizinha África do Sul, a 200km de Maputo, onde vivo!
E agora vão vocês pensar: "Bem, mas então não há médicos em Maputo e hospitais?". Há médicos e hospitais, só que os hospitais sul-africanos encontram-se ao mesmo nível que grandes hospitais europeus. O que não acontece em Moçambique. Então, se há acesso a melhor tecnologia e cuidados médicos, o que são 200km? Aliás, digo-vos que amigas minhas que tiveram filhos em Portugal e depois tiveram na África do Sul, hoje falam muito mal dos cuidados hospitalares portugueses...
Bem, mas passando adiante, eu sou daquelas pessoas que vai a África do Sul para cuidados médicos, sempre que se justifique. E, na nossa opinião (do meu marido e minha) justificava-se durante a gravidez.
Então, no dia 17 de Setembro de 2007, saímos de Maputo por volta das 7h, e às 10h, estávamos em Nelspruit. Chegados, fomos tomar café, e por volta das 10h30 entrávamos no Consultório Médico. Fui logo atendida e o obstetra perguntou-me como tinha passado desde a última consulta. Disse-lhe que não andava bem, pois tinha dores na região pélvica, sentindo mesmo como se tivesse a vagina a abrir. Quando lhe digo isso, o meu obstetra demostrou ficar imensamente preocupado (e eu também fiquei preocupada porque ele não é de demonstrar emoções).
Mandou-me deitar na marquesa, fez-me o toque e deu-me logo o diagnóstico: risco de entrar em parto prematuro a qualquer momento. Colo do útero dilatado, muito mole, 2 dedos de dilatação, sendo que ele chegou a sentir a cabeça da minha Sofia.
Bem, comecei a chorar, fiquei com medo! Por ela, por mim...
O médico levantou-se, telefonou para clínica para marcar um quarto e colocou-me o CTG que acusava várias contracções, com picos muito altos. Depois do CTG fui para a clínica, levei umas injecções para acelerar o crescimento da Sofia, e comecei a fazer medicação para parar as contracções.
Fiquei na clínica 2 dias, praticamente sozinha porque o meu marido teve que voltar para Maputo porque tinhamos a escritura da nossa casa marcada para o dia 18/09.
Dia 19/09, saí da clínica e fui para uma Pousada na cidade de Nelspruit, estava expressamente proibida de voltar para Maputo, de fazer qualquer esforço, e só me podia levantar para ir à casa-de-banho. Mas o pior foi estar sozinha e a fazer aquela medicação horrenda. Tinha que tomar 8 comprimidos por dia.
Entretanto, o meu marido ia e vinha de Maputo para Nelpruit, chegando a fazer a viagem 23 vezes (ele não podia deixar o trabalho completamente), até a Sofia nascer...
Foi uma fase difícil, praticamente sozinha, distante de casa, sem poder acabar de preparar tudo para a chegada da minha menina.
Mas, foi também uma fase muito boa, que me obrigou a parar, a descansar, a viver cada minuto daquela gravidez tão desejada, foi o período que mais cantei para minha barriga "Fico assim sem você", da Adriana Calcanhoto...
E hoje, quando olho para trás, penso que poderia ter sido pior! Que até passou depressa, e que no final tive uma filhota linda nos braços....
Por estas bandas, é habitual as pessoas que tenham uma situação financeira razoável ir ao médico na cidade de Nelspruit, na vizinha África do Sul, a 200km de Maputo, onde vivo!
E agora vão vocês pensar: "Bem, mas então não há médicos em Maputo e hospitais?". Há médicos e hospitais, só que os hospitais sul-africanos encontram-se ao mesmo nível que grandes hospitais europeus. O que não acontece em Moçambique. Então, se há acesso a melhor tecnologia e cuidados médicos, o que são 200km? Aliás, digo-vos que amigas minhas que tiveram filhos em Portugal e depois tiveram na África do Sul, hoje falam muito mal dos cuidados hospitalares portugueses...
Bem, mas passando adiante, eu sou daquelas pessoas que vai a África do Sul para cuidados médicos, sempre que se justifique. E, na nossa opinião (do meu marido e minha) justificava-se durante a gravidez.
Então, no dia 17 de Setembro de 2007, saímos de Maputo por volta das 7h, e às 10h, estávamos em Nelspruit. Chegados, fomos tomar café, e por volta das 10h30 entrávamos no Consultório Médico. Fui logo atendida e o obstetra perguntou-me como tinha passado desde a última consulta. Disse-lhe que não andava bem, pois tinha dores na região pélvica, sentindo mesmo como se tivesse a vagina a abrir. Quando lhe digo isso, o meu obstetra demostrou ficar imensamente preocupado (e eu também fiquei preocupada porque ele não é de demonstrar emoções).
Mandou-me deitar na marquesa, fez-me o toque e deu-me logo o diagnóstico: risco de entrar em parto prematuro a qualquer momento. Colo do útero dilatado, muito mole, 2 dedos de dilatação, sendo que ele chegou a sentir a cabeça da minha Sofia.
Bem, comecei a chorar, fiquei com medo! Por ela, por mim...
O médico levantou-se, telefonou para clínica para marcar um quarto e colocou-me o CTG que acusava várias contracções, com picos muito altos. Depois do CTG fui para a clínica, levei umas injecções para acelerar o crescimento da Sofia, e comecei a fazer medicação para parar as contracções.
Fiquei na clínica 2 dias, praticamente sozinha porque o meu marido teve que voltar para Maputo porque tinhamos a escritura da nossa casa marcada para o dia 18/09.
Dia 19/09, saí da clínica e fui para uma Pousada na cidade de Nelspruit, estava expressamente proibida de voltar para Maputo, de fazer qualquer esforço, e só me podia levantar para ir à casa-de-banho. Mas o pior foi estar sozinha e a fazer aquela medicação horrenda. Tinha que tomar 8 comprimidos por dia.
Entretanto, o meu marido ia e vinha de Maputo para Nelpruit, chegando a fazer a viagem 23 vezes (ele não podia deixar o trabalho completamente), até a Sofia nascer...
Foi uma fase difícil, praticamente sozinha, distante de casa, sem poder acabar de preparar tudo para a chegada da minha menina.
Mas, foi também uma fase muito boa, que me obrigou a parar, a descansar, a viver cada minuto daquela gravidez tão desejada, foi o período que mais cantei para minha barriga "Fico assim sem você", da Adriana Calcanhoto...
E hoje, quando olho para trás, penso que poderia ter sido pior! Que até passou depressa, e que no final tive uma filhota linda nos braços....
Post-it Mental
* Não me esquecer de começar a fazer a busca de preços para a festinha do 2.º aniversário da Sofia, "que é já ali ao virar da esquina"!! :-)
* Não me esquecer de mandar a fotografia para o Canal Panda! :-)
E enquanto escrevo, como boa lamechas que sou, os meus olhos enchem-se de lágrimas por pensar que o tempo passa tão rápido...
Beijinhos
Ália
* Não me esquecer de mandar a fotografia para o Canal Panda! :-)
E enquanto escrevo, como boa lamechas que sou, os meus olhos enchem-se de lágrimas por pensar que o tempo passa tão rápido...
Beijinhos
Ália
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
...
Estou deitada de lado, sobre o braço esquerdo, quase em posição fetal. Tal como sempre gostei de dormitar...
Vem ela, sobe para cima da cama e enrosca-se em mim. O rabinho encontado à minha pélvis, as costas dela coladas ao meu peito, só nos separando duas ténues camadas do algodão dos pijamas, a minha respiração na nuca dela. Penso: "a minha respiração pode estar a incomodá-la!" Mudo a posição da cabeça! Ela vira-se para mim e diz: "Mãe, não! Aqui! (enquanto aponta para nuca). E eu pergunto: "Queres que a mamã respire para o teu pescoço filha, é isso?". E ela acena que sim...
E ficamos assim, quase como se ainda a tivesse dentro das minhas entranhas!
Amo-te filha, sempre e para todo o sempre, acima de tudo e de todos!
Vem ela, sobe para cima da cama e enrosca-se em mim. O rabinho encontado à minha pélvis, as costas dela coladas ao meu peito, só nos separando duas ténues camadas do algodão dos pijamas, a minha respiração na nuca dela. Penso: "a minha respiração pode estar a incomodá-la!" Mudo a posição da cabeça! Ela vira-se para mim e diz: "Mãe, não! Aqui! (enquanto aponta para nuca). E eu pergunto: "Queres que a mamã respire para o teu pescoço filha, é isso?". E ela acena que sim...
E ficamos assim, quase como se ainda a tivesse dentro das minhas entranhas!
Amo-te filha, sempre e para todo o sempre, acima de tudo e de todos!
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Post de uma mãe galinha a quem algumas coisas transcendem...
Eu sou mãe-galinha. Assumo-me assim e não sei ser de outra forma. Foi assim que fui criada pois sou filha de mãe-galinha, neta de uma mãe/avó-galinha, sendo esta última uma bisavó-galinha! Por isso, é que as atitudes das mãe-não-galinha deixam-me sempre preplexa. Quer dizer, até sou condescendente com elas, pois entendo que não sejamos todas iguais, mas há coisas que me ultrapassam tal como a situação que vivi ontem e que passo a relatar...
Tal como algumas de vós já devem ter se apercebido, tenho uma enteada, a B. de 11 anos. A B. como filha de pais separados que é, passa algum tempo com o pai, sendo, no entanto, que a sua guarda foi entregue à sua mãe. A B. é filha única da sua mãe e, provavelmente vai continuar a sê-lo pois embora a sua mãe seja casada, o padrasto é estéril.
A B. está lá em casa desde o dia 26 de Agosto até à data. Sendo que foi apenas para ficar até ao dia 31 de Agosto. Entretanto, dia 28 de Agosto a mãe dela ligou a informar que ia para Lisboa tratar de uns assuntos e que a B. deveria ficar com o pai até ao dia 9 de Setembro e que "se o pai não pudesse que fosse deixá-la à casa da avó materna" (palavras da própria). O pai ficou com a B.
Passaram-se os dias e ela telefonou para filha duas vezes no máximo. Ontem, dia 8, a B. andava toda animada a arrumar as suas coisas para levar para casa da mãe e porque hoje, dia 9, a mãe chegava de manhã cedo e, por isso, ia buscá-la à escola ao meio-dia.
Eu, como precavida que sou, disse-lhe para mandar um sms à mãe para confirmar que esta ia realmente buscá-la. E é quando a mãe da B. responde a dizer que, afinal, só chegava na sexta-feira!!!!!
Bem, a B. ficou destroçada... Triste mesmo!!! E eu fiquei a pensar, mas que raio de mãe é esta que não tem respeito nenhum pela filha? Ela não tinha acabado de saber que já não saía de Lisboa ontem, no preciso momento em que recebeu a mensagem!
Aliás, na segunda-feira ela esteve com a minha prima que vive em Lisboa, pois esta tinha uns livros para lhe entregar que o meu marido tinha encomendado para a B., e a mãe da B. comentou que estaria em Lisboa até quinta-feira! E na segunda à tarde falou com à filha ao telefone!!! E eu pergunto-me, custava ter dito à filha que já não chegava hoje? É que eu já nem falo na falta de "chá" que ela tem por não ter avisado ao pai da filha que a miúda ia ficar ele mais dois dias!!!
É um despreendimento, uma descontração, uma capacidade de deixar os filhos que me transcende, sinceramente!
Desculpem mas eu precisava mesmo tirar este sapo para fora...
Beijinhos
Tal como algumas de vós já devem ter se apercebido, tenho uma enteada, a B. de 11 anos. A B. como filha de pais separados que é, passa algum tempo com o pai, sendo, no entanto, que a sua guarda foi entregue à sua mãe. A B. é filha única da sua mãe e, provavelmente vai continuar a sê-lo pois embora a sua mãe seja casada, o padrasto é estéril.
A B. está lá em casa desde o dia 26 de Agosto até à data. Sendo que foi apenas para ficar até ao dia 31 de Agosto. Entretanto, dia 28 de Agosto a mãe dela ligou a informar que ia para Lisboa tratar de uns assuntos e que a B. deveria ficar com o pai até ao dia 9 de Setembro e que "se o pai não pudesse que fosse deixá-la à casa da avó materna" (palavras da própria). O pai ficou com a B.
Passaram-se os dias e ela telefonou para filha duas vezes no máximo. Ontem, dia 8, a B. andava toda animada a arrumar as suas coisas para levar para casa da mãe e porque hoje, dia 9, a mãe chegava de manhã cedo e, por isso, ia buscá-la à escola ao meio-dia.
Eu, como precavida que sou, disse-lhe para mandar um sms à mãe para confirmar que esta ia realmente buscá-la. E é quando a mãe da B. responde a dizer que, afinal, só chegava na sexta-feira!!!!!
Bem, a B. ficou destroçada... Triste mesmo!!! E eu fiquei a pensar, mas que raio de mãe é esta que não tem respeito nenhum pela filha? Ela não tinha acabado de saber que já não saía de Lisboa ontem, no preciso momento em que recebeu a mensagem!
Aliás, na segunda-feira ela esteve com a minha prima que vive em Lisboa, pois esta tinha uns livros para lhe entregar que o meu marido tinha encomendado para a B., e a mãe da B. comentou que estaria em Lisboa até quinta-feira! E na segunda à tarde falou com à filha ao telefone!!! E eu pergunto-me, custava ter dito à filha que já não chegava hoje? É que eu já nem falo na falta de "chá" que ela tem por não ter avisado ao pai da filha que a miúda ia ficar ele mais dois dias!!!
É um despreendimento, uma descontração, uma capacidade de deixar os filhos que me transcende, sinceramente!
Desculpem mas eu precisava mesmo tirar este sapo para fora...
Beijinhos
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Achei lindo e resolvi partilhar...
É suficiente ser-se filha para se entender este email, mas só e somente quando se é Mãe se consegue entender a sinceridade das lágrimas que rasam os olhos sem mesmo ser necessário chegar ao fim desta mensagem...
"É a história de uma mãe a conversar com a sua filha já adulta:
Nós estamos sentadas a almoçar quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão a pensar em "começar uma família".
- Nós estamos a fazer uma pesquisa - ela diz, em tom de brincadeira.
- Mãe, achas que eu deveria ter um bebé?
- Vai mudar a tua vida, - eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
- Eu sei,- ela diz, - nada de dormir até tarde nos fins-de-semana, nada de férias expontâneas.. .
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que lhe dizer. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos.
Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças a morrer de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicure impecável, sua roupa linda e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote.
Que um grito urgente de "Mãe!" fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê.
Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair a correr para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebé está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e género serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar a observá-lo no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma.
Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesariana ou estrias se tornarão medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebé ou que nunca hesita em brincar com seu filho.
Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada maravilhosa de um bebé ao tocar o pelo macio de um cão ou gato pela primeira vez.
Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer.
O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
- Tu jamais te arrependerás -, digo finalmente.
Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus... que é ser MÃE.'"
Recebido por e-mail.
"É a história de uma mãe a conversar com a sua filha já adulta:
Nós estamos sentadas a almoçar quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão a pensar em "começar uma família".
- Nós estamos a fazer uma pesquisa - ela diz, em tom de brincadeira.
- Mãe, achas que eu deveria ter um bebé?
- Vai mudar a tua vida, - eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
- Eu sei,- ela diz, - nada de dormir até tarde nos fins-de-semana, nada de férias expontâneas.. .
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que lhe dizer. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos.
Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças a morrer de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicure impecável, sua roupa linda e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote.
Que um grito urgente de "Mãe!" fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê.
Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair a correr para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebé está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e género serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar a observá-lo no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma.
Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesariana ou estrias se tornarão medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebé ou que nunca hesita em brincar com seu filho.
Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada maravilhosa de um bebé ao tocar o pelo macio de um cão ou gato pela primeira vez.
Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer.
O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
- Tu jamais te arrependerás -, digo finalmente.
Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus... que é ser MÃE.'"
Recebido por e-mail.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
África no seu melhor...
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