Ontem à noite acabei de ler o livro "Bons Sonhos, Meu Amor" de Dorothy Koomson (não vou contar aqui o enredo) e no final a personagem principal perde o seu filho de 7 anos, vítima de um aneurisma cerebral.
Aquele final levou-me ao dia 2 de Junho de 1993, há precisamente 16 anos, dia em que assisti ao funeral da minha irmã, que morreu de uma queda fatal de cavalo.
E as atitudes daquela mãe, que a autora tão bem descreve, levaram-me ao meu Pai. Ao seu comportamento no período que sucedeu à morte da Susana, às suas acções e omissões, às suas palavras e aos seus silêncios... Eu era uma criança de 11 anos, não entendia a dimensão daquela dor, daquele vazio.
Hoje, sou mãe e só de me passar, por uma fracção de segundos, tal cenário pela cabeça, choro, fico com um nó na garganta, sofro. É contra a natureza um pai enterrar o seu filho, é como morrer aos poucos.
Hoje, tenho a capacidade de perdoar o meu Pai e dizer que entendo os porquês, as razões...
Por isso, hoje deixo um beijo especial no coração àqueles Pais que perderam os seus filhos e que conseguiram sobreviver.
Ália
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:(
ResponderEliminarSinto muito.
Nem consigo imaginar essa dor dilacerante ...
Creio que quem vive ou passa por uma situação como a que descreves fica profundamente magoado com a vida ...
Muita Força para vós.
Um beijo
Lamento imenso...
ResponderEliminarUm beijinho.
Perder um filho deve ser uma dor absurda... que como dizes me faz chorar só de pensar nisso... superar uma dor dessas... acho que nunca se supera... deve-se enterrar aos poucos... mas superar a perda de um filho... nem quero sequer imaginar... que hoje como mãe já choro quando acontece alguma coisa aos filhos dos outros quanto mais se alguma vez me acontecer a mim... espero que não... rezo para que não... mas tenho um medo infinito...
ResponderEliminarBeijos e lamento pela perda da tua irmã...
:-(
ResponderEliminarUm beijo grande