Às 6h30 da manhã, do dia 24 de Outubro, grávida de 37 semanas e 6 dias, entramos (pai e eu) na clínica para começar a indução do parto da Sofia. Foi induzido por diversas razões que reservo para um outro post.
Cerca de 20 min depois de lá termos chegado, fomos levados para o quarto de partos. Sim, chamo quarto e não sala, porque tudo se assemelhava a um verdadeiro quarto, diferenciando apenas alguns dos equipamentos que lá estavam. O quarto era muito bem decorado, em tons pastel e quadros de mulheres grávidas, outras a amamentar, tudo bem escolhido e cuidado.
Enquanto vestia a bata, veio a Enfermeira-Chefe apresentar-me a enfermeira-parteira que me acompanharia durante o parto todo (na clínica onde a Sofia nasceu, esse é o procedimento. Não há cá montes de mãos a mexerm-nos!), era a Enfermeira Pacience, a quem tenho muito a agradecer, pelo carinho e calma que me transmitiu durante o parto.
Eram 7h35, o Dr.Pieter Steyn entrou no quarto, cumprimentou-me e explicou-me qual o procedimento que ia seguir. Não ia começar logo com “drogas” pois como eu já tinha o colo muito curto e 3 dedos de dilatação, não se justificava. Exactamente, às 7h40, ele rebentou-me a bolsa de água artificialmente, sendo que apenas senti aquela água quente a aquecer-me as pernas. O obstetra fez logo outro toque e eu estava, surpreendentemente, com 5 dedos de dilatação. Disse-me logo, que não ia demorar muito e perguntou-me se tinha a certeza que não queria levar a epidural porque tinha que ser naquele momento.
Garanti-lhe que não, que já chegava ter rebentado as águas artificialmente, que queria sentir tudo, (nunca tive medo do parto. Sempre pensei que se desde que o mundo é mundo as mulheres pariam, eu não ia ser nem a primeira, nem a última).
Levantei-me, comecei a andar e a conversar com o meu marido, que não me largou um só momento, e por volta das 9h, comecei a ter muitas dores. Mantive-me em pé e a cada contracção, segurava-me na cama. Por volta dessa altura, tinha contracções a cada 5 minutos. Às 9h30, o médico voltou para me observar e já tinha 8 dedos de dilatação. Nessa altura ainda me aguentava, embora as contacções já só tivessem intervalos de ¾ minutos.
Continuei a andar, até que às 10h30, deitei-me já não aguentando a violência das dores. Já batia em tudo com muita força, inclusive no ombro do papá, que coitado não tinha culpa nenhuma pois até ajudou-me bastante com as massagens que ia fazendo no fundo das costas. Isso aliviava-me imenso as dores.
Às 10h40, chamei a enfermeira e disse-lhe que precisava ir à casa-de-banho porque estava muito aflita. Não sabia eu que já estava perto da hora. Ela fez-me o toque e estava com 10 dedos de dilatação. Três horas depois de rebentadas as águas, tinha a diltação completa. Ela chamou o médico e quando fez o toque, viu que a Sofia tinha voltado a subir. Ou seja, embora tivesse a dilatação feita, ela já não estava bem encaixada. Segundo ele, tal também se deveu ao facto de eu ter um canal extremamento estreito. Fui fazendo força, até que às 11h10, ele pega na ventosa para encaixar a Sofia mas diz-me: “não vou ser eu a pôr a tua filha cá fora, tens que ser tu a fazê-lo. E se não o fizeres rapidamente, vamos para uma cesariana”. Eu, que tenho medo de salas de operações, lá me pus quase sentada, com o meu marido a apoiar-me as costas, fiz força 3 vezes e ás 11h20, daquele dia solarengo, nasceu a minha boneca, com 2,690kg e 52cm!!!!
O obstetra pegou nela, embrulhou-a e disse ao meu marido: “Cuida da tua filha, que eu agora vou cuidar da tua mulher”. E a Sofia foi para um canto do quarto com o pai e a enfermeira, para ficar naquela luz de aquecimento e levar oxigénio, enquanto o médico fazia-me o “corte e costura” da praxe. Não me lembro de sentir grande coisa, só lembro de perguntar ao meu marido se ela estava bem e se era perfeita. O meu marido só dizia com a voz embargada “ela é linda, linda, linda”...
Passado um bocadinho, o meu marido trouxe-me a Sofia a chorar imenso... pô-la no meu braço e eu senti-me completa, viva, renascida... abracei-a e disse: “Olá filha, sou eu, não chores”! E nesse momento acreditei em tudo que me tinham falado sobre o milagre da maternidade pois a minha filha acalmou logo de seguida!
Deixo-vos a nossa primeira fotografia!
Fiquei sem palavras... Deve ser das emoções que também andam por aqui...
ResponderEliminarAdorei ler o relato e adorei a foto, que ternura...
São mesmo momentos emocionantes!
E só falta um dia...
Beijinhos grandes.
Olá, Bom Dia amiga,
ResponderEliminarque relato emocionante!
são momentos tão nossos e inesquecíveis ...
Obrigada por partilhares!
A foto é de uma ternura ... está LINDA!!!
Deixo um beijinho muito grande, para as duas e que passem o melhor possível, o GRANDE DIA, que é já AMANHÃ!!!
Tudo de bom, para ti e para a tua familia, minha amiga!
DIA FELIZ
Olá Ália
ResponderEliminarQue relato tão lindo que me fez emocionar, pois parece que revivi o parto da minha filha.
Foi muito semelhante ao teu e muito diferente do meu filho. Quando as coisas correm assim, é tudo tão lindo e mágico! As dores até parece que desaparecem como por magia, assim que nos põem nos braços os nossos bébés.
Desejo tudo de bom para vós e se não te importares, passarei a vir aqui mais vezes.
Beijinho
Lindo relato! Engraçado, as minhas duas também nasceram com 37 semanas e 6 dias.
ResponderEliminarNestes dias, revive-se mais intensamente a emoção que sentimos no dia em que também nascemos, como mães.
Um beijinho e boa comemoração amanhã.
olá Alia !!!!!
ResponderEliminaradorei ler este relato desses momentos maravilhosos, e inesqueciveis....
a foto esta muito linda .....
e amanha vai ser o grande dia , espero que tudo te corra bem ,que seja um dia muito alegre e feliz....
beijinhos grandes. Bom fim de semana.
Nunca se esquece o que se viveu num parto... são recordações sempre presentes...
ResponderEliminar:)))
Que a vossa vida seja sempre repleta de felicidade e de saúde que o resto vem por acréscimo...
Beijocas
Maria & Companhia